O estúdio fotográfico – still life

Um dos gêneros mais realizados na fotografia, seja ela comercial ou autoral, é a natureza morta, também conhecida como still-life. O still-life é um tipo de fotografia herdado da pintura. A natureza morta na pintura surge no século XVI e era um gênero de menor relevância, considerado de menor importância, apenas um exercício em que o aprendiz aperfeiçoava sua perícia e manuseio dos diversos materiais, para futuramente pintar assuntos de real importância. Um dos precursores da natureza morta foi o pintor Michelangelo Caravaggio,ainda referência em construção de luz entre os fotógrafos atuais. Os temas recorrentesde naturezas mortas na pintura eram as mesas de comidas, flores, frutas, instrumentos musicais entre outros objetos do cotidiano. A modalidade ganha destaque com o pintor Paul Cézanne no século XIX.

A fotografia leva vantagem em relação à pintura no tempo dispendido para se executar uma imagem. Em tempos de fotografia digital, a montagem da composição da cena e dos equipamentos de luz, parecem ínfimos se comparados ao tempo gasto para a realização de um quadro.

A fotografia de still-life pode ser considerada uma das mais difíceis e exigentes a serem realizadas no estúdio fotográfico, uma vez que os padrões do mercado brasileiro são muito elevados. É uma fotografia de caráter técnico e de absoluto controle da luz, exigindo muita atenção e concentração do fotógrafo. Muitas vezes a improvisação se faz necessária, o que não significa falta de profissionalismo.

O estúdio fotográfico com especialidade em still-life deve estar preparado para as mais diversas situações. Dependendo do cliente, as imagens podem necessitar de ambientes em que se possa trabalhar com líquidos, assim com as fotos desplash. Caso não tão comum, mas presente é o uso de uma câmara fria para se fotografar sorvete sem o uso do mockup. O mockup é um objeto feito por encomenda para simular um produto em tamanho real ou exagerado. É comum encontrarmos mockups feitos de acrílico para simular gelo, por exemplo. A locação de estúdios grandes e bem dispostos não deve ser descartada. Para se fotografar um automóvel é necessário um espaço considerável e certa quantidade de equipamentos de luz.

O still-life pode ser requisitado por agências em campanhas publicitárias, podendo atingir cifras elevadas ou o mercado editorial para divulgar produtos em publicações semanais e mensais. Quando executado para uma agência de publicidade, a criação da fotografia já vem elaborada pelo setor de criação da agência, sendo o fotógrafo apenas um técnico capacitado a realizar a imagem criada pelo diretor de criação. A contratação para o trabalho se dá pelo artbyer. Um diretor de arte deve acompanhar a foto e aprova-la in loco, o que gera um nível de estresse alto e muitas madrugadas acordadas para o cumprimento dos prazos estabelecidos. Já quando se executa uma foto de still-life para o mercado editorial o fotógrafo tem mais liberdade criativa, mais abertura de opinar, uma vez que, geralmente, participa de conversas com o produtor ou editor, recebendo um brieffing e escolhendo como representar a ideia sugerida com uma imagem fotográfica.

Englobam o still-life as fotos dos mais diversos produtos, objetos, embalagens, gastronomia ou culinária. O mercado brasileiro é composto por profissionais de alto gabarito, é de grande relevância conhecê-los. Muitos fazem parte dos concursos elaborados pela Fundação Conrado Wessel. Figuram ainda no mercado internacional alguns nomes de fotógrafos brasileiros na revista Archive, uma das revistas mais procuradas pelos diretores de criação, diretores de arte e fotógrafos publicitários do mundo inteiro.

Um dos fotógrafos mais aclamados na fotografia em still-lifeé o americano Irving Penn. Conhecido por colocar objetos em um fundo branco ou cinza. Suas imagens eram compostas por objetos retirados da rua ou objetos de seu apreço com formas interessantes. Eram fotografados com luz bastante clara e de pouco contraste. A forma de organizar os elementos na imagem permeava a simplicidade, mas invariavelmente, geravam fotografias elaboradas. Ficou conhecido também por seus retrato e trabalhos de moda. Realizou mais de 150 capas da revista Vogue. Suas imagens fazem parte de coleções de fotografia em museus do mundo inteiro. Irving Penn morreu em 2009 aos 92 anos.

penn_games

O Estúdio Fotográfico

Neste artigo e nos próximos, abordaremos um tema de grande interesse e de recorrentes dúvidas entre os iniciantes na fotografia e alguns fotógrafos experientes, o estúdio fotográfico e sua utilização na prática.

Ouvimos com bastante frequência algumas perguntas dos alunos relacionadas a esse espaço que o fotógrafo utiliza para trabalhar. As mais comuns são: Qual o tamanho ideal do estúdio? Quais os equipamentos devem ser comprados para secomeçar a trabalhar? Quais os gêneros de fotografia a serem praticados?

Primeiramente queremos definir que o “estúdio fotográfico” é o ambiente de trabalho do fotógrafo técnico, que tem por objetivo manter o controle absoluto da cena criando cenas, climas e contextos.

Os estúdios fotográficos profissionais no Brasil estão cada vez mais bem equipados, oferecendo as melhores condições para  se executar a fotografia comercial de diferentes complexidades, seja uma campanha para as marcas de sorvete que exigem fotografar com o próprio produto, exigindo dessa forma uma câmara fria, ou se for necessário fotografar um automóvel, onde a estrutura deve ser em maior escala.

O iniciante na fotografia tem grande ansiedade em montar o estúdio próprio e preocupa-se em primeiro momento com o valor da locação do imóvel e sua estruturação, como a compra dos equipamentos de iluminação. Um ponto muito importante a considerar é o tipo de fotografia a ser realizado. Dependendo da atividade pretendida, o investimento pode variar consideravelmente.

Um estúdio de tamanho médio, capaz de proporcionar espaço para realizar um bom retrato ou produtos de porte um pouco mais avantajado, como um fogão ou uma geladeira, gira em torno de 8 metros de profundidade por 6 metros de largura, sendo essa somente a área para se fotografar. Devemos contabilizar ainda o camarim, banheiros, escritório, cozinha, área de tratamento de imagem, dependendo da área escolhida de atuação.

Os equipamentos de luz e os acessórios a serem utilizados também dependem do ramo escolhido. Os dois tipos de equipamentos de luz mais utilizados são, as luzes contínuas, com filamento de tungstênio ou florescentes e a luz de flash. Os fabricantes de equipamentos de luz nacionais atingiram uma ótima qualidade técnica e de manutenção muito eficiente. O equipamento de flash é mais versátil utilizado em maior escala pelos fotógrafos profissionais na atualidade. Os equipamentos de flash dividem-se em flashes compactos e geradores. Para fotografia em externa, o profissional deve optar por flashes alimentados por bateria, que não é necessário estar ligado a uma rede elétrica. Os modelos nacionais de flashes compactos variam de 100 a 800 watts de potência. Já os geradores podem variar de 600 a 5000 watts de potência. A escolha da potência dos flashes deve ser proporcional ao tamanho da área que deve ser iluminada, dessa forma estúdios muito pequenos com equipamentos muito potentes podem gerar problemas na hora de fotografar, o mesmo acontecendo quando o estúdio for demasiado grande para flashes com pouca potência. Consultando os fabricantes de equipamentos fotográficos, todos perceberão a imensa gama de acessórios, cada qual com uma finalidade. É de suma importância o fotógrafo compreender o resultado que a troca desses acessórios pode produzir como efeito estético em sua imagem. A utilização correta dos acessórios se faz necessária para a produção dos resultados desejados.

Para o fotógrafo trabalhar em fundo infinito uma boa opção ao fundo de alvenaria são os fundos de papel importado, que apesar de ser danificado durante a sessão de fotos , produz bom resultados. Os fundos feitos de TNT, ou, tecido-não-tecido, são bem mais baratos, porém os resultados são questionáveis. Um equipamento que facilita muito a vida do fotógrafo são os bloqueadores e os rebatedores. São eles placas de madeira vertical, apoiada sobre rodinhas, para maior flexibilidade e movimentação, com um lado pintado de preto fazendo o papel de bloqueador e o outro pintado de branco funcionando como rebatedor.

As mesas de still life podem ser uma opção, desde que aceita a ideia de uma mesa rígida no meio do seu estúdio. Essa mesa pode ser substituída por dois cavaletes e diferentes superfícies como a fórmica, acrílico, vidro, madeira ou pedra, entre todos que sua criatividade puder elaborar.

Os gêneros mais praticados na fotografia comercial em estúdio são o retrato e o still life. Quando tratamos de retrato podemos prospectar clientes nos segmentos de book para modelos, atores e atrizes. Noivos ou namorados. O retrato de família, muito praticado nos EUA, ainda é um mercado a ser explorado no Brasil. A fotografia de gestantes e recém-nascidos vem se popularizando cada vez mais. Esse tipo de atividade pode gerar uma relação um pouco mais duradoura entre fotógrafo e cliente, dependendo da abordagem e profissionalismo do fotógrafo. Os editoriais para publicações semanais e mensais continuam sendo uma boa opção.

Quando pensamos na fotografia de still life, ou fotografia de produtos, temos como opção atender as diversas agências de publicidade, podemos trabalhar diretamente com os proprietários de lojas, fotografia de culinária ou gastronomia, fotografia de joias efotografia de embalagens. Os editoriais para revistas ou ainda fotografia técnicas para editoras de livros didáticos.

Não esqueçamos da macrofotografia e a fotografia científica com utilização acadêmica e industrial. É um segmento da fotografia bastante muito específico.

Um detalhe importante para o fotógrafo que pretende entrar no ramo da fotografia profissional, é que ele deve  selembrar que estamos montando uma empresa e dessa forma pensar como tal. Manter um estúdio fotográfico depende de um bom trabalho em equipe, oferecer bons produtos fotográficos, executar um pós venda eficiente, cumprir os prazos determinados e antes de tudo, realizar boas fotos. Se nesse princípio os custos são muito altos, uma boa dica é dividir o espaço e os custos com algum amigo que complemente sua atividade, seja ele outro fotógrafo, tratador de imagem ou designer gráfico.

Outra boa opção para quem não pode montar um estúdio próprio é a locação por período. Esse é um mercado bastante utilizado por profissionais freelancers que não pretendem arcar com o custo da empresa estabelecida num endereço fixo.

Não podemos esquecer ainda da fotografia produzida em externa utilizando-se dos equipamentos de estúdio, que requerem maior conhecimento, uma vez que as variáveis aumentam.

Antes de investir nos equipamentos e no espaço, invista em conhecimento. Aprenda a extrair o máximo de seus equipamentos e deixe seu cliente satisfeito. Se os equipamentos forem utilizados com bastante frequência e o estúdio tiver um bom volume de trabalho, o investimento terá sido pequeno, caso contrário, podemos dizer que os equipamentos custaram muito caro.

Estudio bx

8 meses atrás

Oito meses se passaram e nenhuma linha escrita no www. Meio sem vontade,  entediado, meio sem assunto. As coisas foram acontecendo, os textos, as fotos todos arquivados no HD, aquele limbo onde tudo fica arquivado. O medo de perdê-los mesmo sem nunca publicar. Que sentimento de posse esse não?

Realmente sou um cara moderno e não um pós-moderno. A rapidez com que as redes sociais entram em voga e saem de circuito não me deixam atuar nesse segmento. Passei mais de um ano no Twitter, sou muito mais feliz sem ele. Facebook nem pensar. Sei que a  rede social do momento nos EUA é o Pinterest, pode ser que daqui a pouco sejamos contaminados. O Instagram incomodou tanto o sr Zuckerberg que a comprou. O Instagram não é mais só da elite de proprietáriaos de IPhone, assim como essa forma de produção de imagens volta a ser somente fotografia com celular e não mais IPhonegrafia. Você já se imaginou explicando para o sr Florence a variável de sua definição para o registro de uma imagem?

Bem , vejamos se a vergonha toma conta de minha face e passo a publicar os artigos ou ao menos as fotos e por que não o resumo semanal do que consumo de fotografia? Seja lá isso importante ou não.

A vigésima primeira volta 10/08/2011 6:24

L1001352 bx

A vigésima volta 28/07/2011 19:29

O apagão. Fato novo, duas voltas no mesmo dia. Fazia todo o sentido. Como pode-se perceber levantei cedo e ganhei as ruas, foto do dia feita, editada e tratada. Retorno da labuta e percebo o aconchego do lar. Entre livros e internet a luz falha e cai. O gerador do prédio não me deixa sem luz, porém o www fora interrompido. Em poucos minutos a luz volta. A lâmpada do gerador apaga. Antes que se restabeleça a internet, a eletricidade volta a cair. A gritaria na rua, checo pela janela e o quarteirão inteiro está às escuras. Não hesitei um segundo, câmera na mão para registrar a escuridão.

L1001277 bx

A décima nona volta 28/07/2011 6:03

 

L1001204 bx

Décima oitava volta 19/07/2011 7:10

 

L1001135 bx

A décima sétima volta 16/07/2011 15:50

 Câmera na cara.

L1001064 bx

A décima sexta volta 09/07/2011 11:05

Sábado, dia atípico, não estou trabalhando, dia ensolarado, pessoas na rua.

L1000997 bx

A décima quinta volta 03/07/2011 11:25

Volta inusitada, conheci o Gu e a Bia, curiosidade de criança. Deixei ver a foto. É, as crianças pedem para ver a foto na hora. Características da geração digital. Depois de 10 dias, para ser mais preciso 13 sem fotografar, fiz minha estréia no domingo. Assim posso sentir todos os movimentos do quarteirão – todos os dias todos os horários. Consigo conferir a rotina de alguns, o cara da banca me reconhece quando passo, às vezes com um olhar de estranheza devido aos horários praticados sem uma uniformidade. Passei despercebido, todo dia descubro uma novidade.

L1000893_1 bx